Estadão chama Dino de animador de auditório; VEJA

    Foto: Bruno Spada 


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, cujo cargo exige equilíbrio e contenção, age exatamente da forma contrária, como um animador de auditório. Essa é a opinião do jornal O Estado de S. Paulo, manifestada em editorial — texto que representa a opinião de um veículo de comunicação — publicado na edição desta quinta-feira, 17.

No texto, o Estadão compara a conduta exibicionista de Dino à de outro ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes comandou o Ministério da Justiça no governo de Michel Temer.

O Estadão criticou o ministro de Lula por suas efusivas e incontidas opiniões, que transformam a Justiça numa arena política. “Pelo teor de suas manifestações, Flávio Dino não entendeu o que significa ser ministro da Justiça, tampouco as responsabilidades e os limites que o cargo impõe”, afirmou o jornal. “No entanto, Flávio Dino age como se fosse um animador de auditório. Opina sobre tudo.”

O editorial cita as recentes manifestações desastradas de Dino sobre as eleições primárias na Argentina e sobre as investigações de um suposto elo entre os atos de 8 de janeiro e o caso das joias doadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa conduta do aliado de Dino, “oposta à que o seu cargo exige”, não contribui para serenar os ânimos. “Flávio Dino parece obstinado em alimentar a equivocada impressão de que o Judiciário é uma grande arena política”, avalia o jornal.


Dino, Estadão e Alexandre de Moraes

O Estadão lembra que já cobrou de Alexandre de Moraes, ministro da Justiça entre 2016 e 2017, uma postura mais contida. Na ocasião, o agora ministro do STF antecipou a realização de operações da Polícia Federal no âmbito da Lava Jato, justamente na véspera da prisão do ex-ministro petista Antonio Palocci.

O jornal chegou a pedir a demissão de Moraes, afirmando que “vocação para o exibicionismo não combina com a discrição que o cargo de ministro da Justiça exige”. “Rigorosamente o mesmo se pode e se deve dizer agora sobre o atual ministro da Justiça”, afirma o editorial.

Por fim, o texto cobra uma postura mais jurídica e menos política de Flávio Dino: “Em vez de fazer do Ministério da Justiça um grande espetáculo que converte tudo aquilo em que toca em política eleitoral, que tal trabalhar para que a Constituição seja mais conhecida e respeitada por todos?”, conclui o Estadão.


Revista Oeste

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