Em ato contra Bolsonaro, pastora trans diz ter sentido vergonha em ser cristã
“Eu senti vergonha de ser cristã. A igreja brasileira deu um show de horror”, disse nesta quinta (5) a reverenda Alexya Salvador, “travesti, preta, periférica” — e evangélica.
“Foi vergonhoso olhar e entender que usaram essa parte tão importante do povo brasileiro”, continuou a líder da ICM (Igreja da Comunidade Metropolitana), igreja inclusiva que acolhe sem ressalvas fiéis LGBTQIA+.
“Evangélicos de esquerda não são um ornitorrinco ideológico e têm o dever moral de usar a mais cristã das armas contra o que definem como ‘projeto de morte’ do presidente Jair Bolsonaro (PL): o amor”, é o que defende a ala minoritária no segmento religioso associado à esquerda.
A classe evangélica conservadora, por sua vez, votou em massa em Bolsonaro quatro anos atrás — estima-se que 7 em cada 10 fiéis tenham o escolhido no segundo turno de 2018. E parlamentares dessa fé formam uma das bancadas mais fechadas com o presidente.
Com informações da Folha de S. Paulo.
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